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Aquele Segredo...

Esperei por dias, meses, anos. Esperei que meus olhos secassem e meu peito, se esvaziasse. Esperei que meu canto calasse, e de desgosto, ele calou. O gosto dos meus dias, adocicado e leve, agora é metal. O sol se escondeu, as nuvens fecharam e chove todos os dias. Até minha escrita, mesmo que trêmula e inconstante, fechou-se para mim. Foi como se o céu se apagasse e todas as janelas da minha casa, se fechassem.
Tudo na esperança de um raio de sol. Um confeito doce, que desmancha assim que toca a ponta da língua. Uma estrela, rasgando os céus escuros, realizando desejos. Tudo na espera de um som mais alto que o som do vazio que ecoa dentro de mim, uma doce loucura que pega de surpresa. Um descanso, um porto, uma caverna, pra descansar a cabeça e o peito.
E nada disso foi em vão.
O problema é que a estrela que caiu, dourada e brilhante, não era minha.

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