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Mostrando postagens de Julho 17, 2012

A Ruína

Uma estranha, dentro de seu carro esporte do último ano, cruzou os batentes da citadela. Levou o carro pelas ruelas até se aproximar da floresta. Abandonando o carro, seguiu a pé por uma pequena trilha entre as últimas casas.
Apoiada na janela, uma senhora cujas rugas podiam dar-lhe mais de 100 anos, apertou os oblíquos olhos azuis para a visitante e sussurrou:
- Ora, mas voltou, Madie...
O rosto cansado se voltou para a velhinha. Os grandes olhos cor de noz pareciam tristes e vazios, círculos roxos e profundos os haviam sulcado naquela face.
- Pois é, vó Gilda. A filha pródiga, à mãe retorna...
Ela foi se afastando, e as casas foram ficando pra trás. O vento gelado do começo do inverno rodopiada em  torno de seus tornozelos, balançando seu vestido e atravessando seu casaco. Sentia sua pele arrepiar por baixo do tecido, mas já era tarde demais.
Atravessou o limiar formado pelas árvores e foi seguindo por uma trilha meio escondida pelo mato, a luz diminuindo enquanto o sol se punha. Ca…