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Legatto

A vi pela primeira vez em na cidade que se chamaria Londres, dentro de uma liteira, com os cabelos dourados escondidos sob um véu azul salpicado de pontos de prata. O sol, que na época eu ainda podia tolerar, refletia nos ornamentos dourados do transporte. Era claro como o dia para mim que ela havia sido uma criança trocada por fadas, deixada no berço ao contrário de uma criança humana; mas seus pais e amigos não conseguiam reconhecer isso através do forte glamour que ela exalava.
Mesmo a olhos treinados, ela tinha uma beleza sobrenatural. Entretanto, quem conseguia ver através de sua magia, podia visualizar suas pequenas tatuagens faciais que a marcavam como uma fada de algum escalão superior. Eu mesma só percebi por causa do extenso treinamento com bruxas.
Seus pais verdadeiros haviam escolhido sua família humana com primor. Ela era considerada a filha de um casal muito rico e influente, senhores feudais de uma área nobre.
Não vou mentir: Fayre era o amor da minha vida. Quando nos reencontrávamos, sempre ela fazia questão de que eu passasse a noite na sua casa, e seu marido convenientemente estava numa viagem a negócios. Quando ficávamos sozinhas, ela me levava pela mão até a biblioteca e se despia por completo, me observando com olhos em chamas.
Quando isso acontecia, eu naturalmente começava a salivar e minhas presas apareciam, já que ela me oferecia o colo e o pescoço, ambos suculentos como uma fruta madura. Quando eu estava por cravar ali minhas presas, ela fazia um biquinho insatisfeito.
- Adora, você vai acabar com toda a graça assim.
- Peço desculpas, Fayre. Me mostre como você gostaria que fizesse.
Ela sempre dava um sorriso malicioso e começava a tirar as minhas roupas até que ficasse nua. Ela colava o corpo no meu, investigando minha pele com a ponta dos dedos, como se quisesse mapeá-la. Fayre gostava muito de aparecer - subia e se deitava no piano - e ficava lá, me chamando com as pernas abertas. Era prazeroso obedecer aos seus caprichos, então passei de leve os dentes pelo interior das suas coxas, lambendo sua virilha e enfiando nela dois dedos. Ela parecia cheia de eletricidade.
Quando estava começando a ficar cansada, ela me oferecia o colo e os seios, para não ser muito evidente a mordida. Num frenesi, coloquei seu seio esquerdo na boca e enterrei os dentes ao redor mamilo intumescido.
Passaria mil noites com Fayre, e ainda não seria o suficiente.

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